Introdução: O Passado que Ainda Existe no Espaço Imagine que uma civilização tecnologicamente avançada, situada em uma galáxia remota a 65 milhões de anos-luz de distância, aponte um telescópio ultra potente para a superfície da Terra hoje. Eles não veriam nossas metrópoles, nossas frotas de aviões ou a rede de satélites que orbita o planeta. O que eles veriam, em tempo real, seriam os dinossauros caminhando sobre a Terra. Isso não é um exercício de ficção científica; é uma realidade física incontornável ditada pela velocidade da luz. A luz que refletiu nos corpos dos dinossauros há milhões de anos não desapareceu. Ela está, neste exato momento, viajando pelo vazio do cosmos. O passado, portanto, não é um fantasma abstrato; ele é uma coordenada física real que continua existindo e se propagando pelo espaço. Se a física de Albert Einstein já nos provou que o espaço e o tempo estão fundidos em um tecido quadridimensional (o espaço-tempo), precisamos dar um passo adiante e questi...
Renato Jorge Araujo