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Mostrando postagens de 2020

CARTA AOS MILLENNIALS (SEM OFENSAS)

Queria evitar usar aqui a palavra millennial no seu sentido pejorativo mas é quase impossível. Millennial deveria ser apenas o adjetivo pelo qual chamamos aqueles nascidos entre o fim da década de 80 até a atualidade, mas passou a significar também aqueles que detêm - ou simplesmente toleram - um tenebroso comportamento. E mais, não se resume apenas aos nascidos de uns tempos para cá. A "millennialidade" tomou conta do planeta, agregou jovens senhores e senhores idosos, e com ela foi embora o bom senso, o diálogo, a convivência de ideias e ideais diferentes e sobrou apenas o  confronto, a intolerância, o radicalismo. O que Luther King chamou magnificamente de "o silêncio dos bons". E são a estes "bons" que eu me dirijo agora, porque os radicais, sinceramente,  já estão perdidos. Em junho deste ano eu ganhei um neto aos 53 anos de idade. Amigos fizeram muitas brincadeiras como se eu tivesse alguma dificuldade em assumir o papel de avô e eu até mesmo fiz a...

A insônia de Lennon.

Em 1971, Paul McCartney lançou seu segundo álbum solo, o primeiro efetivamente após a separação dos Beatles, já que sua estreia, o disco McCartney I , foi lançado oportunamente uma semana após a banda anunciar o final das atividades. John Lennon, por sua vez,  havia lançado um grande disco no ano anterior, muito bem aceito pela crítica, porém com vendagens um pouco abaixo do esperado. Uma das razões talvez tenha sido o fato de Yoko Ono ter lançado um disco ao mesmo tempo e com a mesma capa, tendo inclusive dividido o single da canção Mother com o agora ex-beatle, ficando com o lado B. É neste cenário que McCartney lança Ram , um LP que trazia uma canção chamada "3 legs" (três pernas) aparentemente sobre como os Beatles se pareceriam sem ele, "Too Many People" (muita gente), com visíveis cutucadas em Lennon e Yoko e até uma prosaica canção chamada "Long Haired Lady" (mulher de cabelos longos) que apesar da letra a princípio inocente e dedicada à Linda,...

Sobre "Yesterday" e "Bohemian Rapshody".

Ontem assisti dois filmes que estava querendo ver faz muito tempo, "Yesterday", de Danny Boyle, e a cinebiografia do Queen, "Bohemian Rapshody" e me decepcionei com ambos. Já haviam me dito que "Yesterday" não era nenhuma coisa do outro mundo, apesar do mote interessantíssimo, mas mesmo para um filme de Boyle, é fraco. Está abaixo de "Quem Quer Ser Um Milionário" e nem se compara a "Transpotting". Pode ter sido até proposital, mas precisava que o protagonista, o ator Himesh P atel, fosse assim tão absolutamente sem graça? E Ed Sheeran é um zero absoluto à esquerda como músico, como ator nem se fala. Quem salva o filme é Kate McKinnon, no papel da empresária malvadona, ainda que pareça um pouco forçada demais. Sem dúvida, a cena com John Lennon é de chorar, mas foi pouco aproveitada. Algumas questões como o que aconteceu com os outros três beatles ficaram no ar. Já a cinebiografia do Queen eu esperava um pouco mais. O Freddi...