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Mostrando postagens com o rótulo Tesouros da Juventude

Tesouros da Juventude: "30 Greatest Hits" - The Rolling Stones (1978) - Parte II

O lado A começa energético com "Let´s Spend The Night Together", uma das mais deliciosas canções já gravadas pelos Stones. Depois, vem a igualmente apetitosa "Tell Me", uma das primeiras composições originais da dupla Jagger e Richard . "It's all over now" é um rhythm'n'blues violento de Bobby  Womack , muito bem coverizado pela banda. "Good Times, Bad Times" é um blues comum, porém com um andamento levemente quebrado que o deixa mais palatável. "Time is on My Side" é a canção monstruosa de Jerry Ragavoy que os mais incautos juram ser dos Glimmer Twins . Mas não é. Gravada um ano antes pelo trombonista Kai Widing , com a participação de Cissi Houston e Dione Warwick , a canção só estouraria mesmo no ano seguinte, com o bando de Jagger. "H eart of Stone" é uma balada sem muito brilho, enquanto "Last Time" é um rock virulento de riff repetitiva, prenúncio da fórmula que se repetiria carreira afora. ...

Tesouros da Juventude: "30 Greatest Hits" - The Rolling Stones (1978) - Parte I

A minha bíblia musical tem 30 livros. Ou melhor, 30 faixas. É um álbum duplo, batizado criativamente como " 30 Greatest Hits " e lançado por aqui, de forma bem precária em 1978, pela Som Livre, reunindo singles dos Rolling Stones entre 64 e 71, incluindo os lados B. O disco não trazia encarte, a capa mostrava uma insólita formação de seis Stones - fotos de Brian Jones e seu sucessor Mick Taylor - e a economia de papel fez com que os dois vinis se apertassem em uma embalagem de disco simples. Ainda assim, é um álbum absolutamente essencial F oi meu primeiro disco dos Stones, aliás, um de meus primeiros discos de rock. O álbum duplo  enviesado , eu comprei, pra variar, em uma promoção de uma rede de lojas em processo de falência em minha cidade e o ouvi tanto, mas tanto, que cheguei a riscar algumas faixas. Hoje em dia, quando eu ouço, por exemplo, Satisfaction , inevitavelmente lembro do momento exato em que a agulha "enganchava " e não seguia em frente, nem ...

A CASA DO TAL ROCK AND ROLL

O Casa das Máquina s, um dos mais conhecidos grupos de rock nacional dos anos 70, também foi o único a ter feito realmente algum sucesso, antecipando em, pelo menos, seis anos o boom do rock nacional que só aconteceria nos anos 80. Na verdade, o grupo nada mais era do que uma progressão natural de outra banda, esta da jovem guarda, conhecida como "Os Incríveis". Um dos mais importantes grupos dos anos 60, Os Incríveis acabaram em 1972, após intenso patrulhamento político por terem gravada a canção ufanista Eu Te Amo, Meu Brasil , da dupla Dom & Ravel. O guitarrista Aroldo e o baterista Netinho resolveram fundar um novo grupo para explorar as sonoridades progressivas que estavam em moda no rock mundial. P resentes na memória afetiva dos roqueiros com mais de 45 anos, o "Casa", como era carinhosamente chamado pelos fãs, nos dois primeiros discos, o autointitulado "Casa das Máquinas" (74) e "Lar de Maravilhas" (75), era apenas uma banda ...