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Mostrando postagens com o rótulo Um Disco Por Ano de Vida

Um disco por ano de vida: "Ramones" - Ramones (1976) - Parte II

Q uem quiser mesmo ter uma "experiência acústica", que vá ouvir o "Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd . No disco de estreia dos Ramones , só há espaço para o barulho, a provocação e a velocidade. São faixas curtíssimas, praticamente emendadas umas às outras, todas muito rápidas e sem firulas.  N ão há espaço aqui para floreios de baixo ou solos de guitarra. O álbum chegou a estar entre os 120 discos mais vendidos no mês de lançamento e só. Dali em diante, Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy  inciariam uma "conquista da América" que nunca acabou acontecendo de verdade. Mas inventaram, para sempre, o tal do punk rock. O lado A começa com a clássica "Blitzkrieg Bop", que lançou o famoso grito de guerra "Hey! Ho! Let's Go!".  Dois minutos e quatorze segundos depois é a vez de "Beat On The Brat", um pouquinho de nada mais longa e igualmente acelerada. "Judy Is a Punk" tem apenas 1:32 de duração e mantém o pique...

Um disco por ano de vida: "Ramones" - Ramones (1976) - Parte I

A primeira vez em que eu ouvi falar dos Ramones foi em uma resenha da revista Veja para o disco End Of The Century , que havia acabado de ser lançado no Brasil. A revista comemorava o primeiro lançamento nacional da banda e os rotulava como "punks de histórias em quadrinhos", rasgando-se em elogios. Eu fiquei fascinado, do "baixo" dos meus 13 anos, e louco para ouvir aquilo. Não havia You Tube, Soulseek ou facebook e eu tive que esperar mais um pouco. F oi no Rock Special , o lendário programa de Marcelo Nova na Aratu FM , que eu, finalmente, pude, também, ouvir os Ramones . Nova tocou Chinese Rocks, Let´s Go e Do You Remember Rock And Roll Radio , exatamente nesta ordem. Em uma das minhas viagens a Salvador , passeando pela Barra , me deparei com o disco exposto em uma pequena loja. Voltei em casa, infernizei minha mãe para me dar o dinheiro e, finalmente, eu tinha um disco dos Ramones para chamar de meu. N a casa de um amigo, ouvi o P...

Um disco por ano de vida: "History: America's Greatest Hits" - America (1975) - Parte II

N o Brasil, a banda foi imediatamente adotada por fãs de  Sá, Rodrix e Guarabira  e do "rock rural". "A Horse With No Name", originalmente de 1971, entrou em trilha de novela e se tornou uma das internacionais mais tocadas de 1976. Anos depois, ainda presente no imaginário brasileiro, voltaria a aparecer em uma novela, curiosamente chamada "América". A dquiri a minha cópia de "History" ao final dos anos 80. Para variar, em um saldo e, para variar, também, às cegas, sem ter a mínima ideia do que estava levando para casa. Hoje é um dos 800 discos que eu levaria para uma ilha deserta. O  lado A começa com a já citada "A Horse With No Name", uma canção épica, digna de abrir um disco como este. "I Need You" é uma balada açucarada cheia de sutilezas nos arranjos, cuja estrutura lembra a de um rio que navega calmamente até desaguar na cachoeira de um refrão. "Sandman" flerta com o rock progressivo, enquanto "...

Um disco por ano de vida: "History: America's Greatest Hits" - America (1975) - Parte I - "As boas coletâneas de 75".

1 975 não representou exatamente um grande momento para o rock. Naquele ano, praticamente todos os grandes artistas lançaram álbuns menores de sua  discografia: Led Zeppelin com seu álbum duplo recheado de sobras, o Pshycal Graffiti; o Deep Purple com Come Taste The Band , John Lennon com Rock And Roll e David Bowie com Young Americans . Também foi o ano em que Lou Reed descansou e lançou um disco ao vivo e o curioso "Metal Machine Music", um álbum duplo contendo apenas camadas e camadas de microfonia. M as 75 também não foi, de forma alguma, um "ano perdido". Foi neste ano que o Aerosmith lançou seu terceiro álbum, "Toys In The Attic", que catapultaria a banda definitivamente ao estrelato, e Bruce Springsteen e Patti Smith estreariam, respectivamente, com "Born To Run" e "Horses". Também foi um ano de coletâneas caprichadas, que o tempo se encarregaria de tornar clássicas, quase tão importantes quanto os discos de carr...

Um disco por ano de vida: "Never Mind The Bollocks, Here's The" - Sex Pistols (1977)

O ano de 1977 foi tão prolífico para a música pop que até o disco de estreia do brasileiro Sidney Magal veio excelente e recheado de hits. Porém, escolher um lp para resenhar e representar este ano único - ainda que, naquele momento, eu fosse apenas um garoto de onze anos fã de disco-music - não poderia ser uma tarefa mais simples. Ainda que 77 tenha sido o ano de lançamento de discos tão maravilhosos e importantes quanto  os primeiros do The Damned, The Clash, Talking Heads e Television , é mesmo Never Mind The Bollocks, Here's The Sex Pistols, lançado em outubro daquele ano ,  o disco mais representativo daqueles doze meses. A liás, Sex Pistols é, praticamente, um sinônimo de 1977. As novas gerações não foram tão impactadas por este disco quanto poderiam ser ou deveriam e acho que, sinceramente, foi pior para eles. Talvez, se houvesse ao menos um Sex Pistols por década,  durante todos estes anos, a música não tivesse se tornado tão establishment e "bundona...