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Mostrando postagens com o rótulo Educação Artística

CANTANDO A CANÇÃO DO INIMIGO.

IF YOU WANT TO DEFEAT YOUR ENEMY, SING HIS SONG - Icicle Works (1986) -  Os fãs do moderno rock britânico, acostumados a ouvir em cada álbum de suas bandas preferidas, versões levemente modificadas da mesmíssima canção, certamente iriam se assustar com a diversidade melódica, harmônica e rítmica deste disco. Sem inventar absolutamente nada, sem fazer nenhum tipo de fusão com outro estilo, comparecendo apenas com o bom rock-pop que a Inglaterra sempre soube oferecer ao mundo, o grupo  Icicle Works  consegue surpreender a cada faixa deste belíssimo álbum. O bom gosto e o refinamento permeiam tudo que envolve esta banda e este disco, desde o seu nome,"Icicle Works", bastante poético e incomum,(um trocadilho sofisticado que envolve orvalho congelado e bicicletas de uma roda só) ao não menos inspirado título do lp, "If You Want To Defeat Your Enemy, Sing His Song" (se você quer vencer seu inimigo, cante a sua canção). A inda é digno de nota as letras inspiradas ...

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA - AMERICA, 10,000 MANIACS E A CERTAIN RATIO

HOMECOMING - America (1973) -  A história do grupo inglês America é um pouco confusa, a partir da naturalidade de seus integrantes. Apesar do nome, a banda é realmente inglesa, mas apesar de inglesa, seus integrantes são americanos. A solução para este mistério é até simples; Dewey Bunnell, Dan Peek e Gerry Beckley, que formavam o trio, eram americanos radicados em Londres, onde seus pais moravam.  D escobertos por George Martin, que enxergou no grupo a possibilidade de repetir o fenômeno da beatlemania, o America criou uma mistura perfeita entre o country ianque e o folk inglês, sendo hoje considerados influência por artistas do chamado movimento alt-country . Produzido por Martin, este Homecoming marca o auge da carreira da banda. No mesmo ano lançariam o insosso Hat Trick , antes do canto do cisne Holiday , de 74 e da coletânea multi-platinada Greatest Hits , que vendeu cinco milhões de cópias no mundo inteiro e elevou o America à condição de supergrupo. ...

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA - AC-DC, BANANARAMA E ELTON JOHN.

'74 JAILBREAK - AC/DC (1980) -  As confusões e diferenças na discografia australiana do AC/DC e a dos discos lançados nos Estados Unidos e, consequentemente, no resto do mundo, só se comparam à dos Beatles no início da carreira. A lambança fez com que os três primeiros discos originais da banda virassem dois na terra de Tio Sam. O gênio que compilou os discos deixou cinco dos melhores rocks do grupo de fora dos álbuns e um pirateiro, sempre eles, não perdeu tempo e lançou nos EUA o primeiro (e único, acredito eu) EP pirata da história, o disco '74  Jailbreak . N a real, as músicas foram excluídas por, segundo Ted Jensen, que remasterizou os discos australianos do AC/DC, "não apresentarem condições técnicas suficientes". Pode até ser que Jensen tenha razão. Mas, como deixar Jailbreak, a música, de fora? E a alucinante cover de " Baby, Please Don't Go" , do Them? '74 Jailbreak vai para a galeria de discos que os piratas descobriram p...

EDUCAÇÃO ARTÍSTICA - ADAM & THE ANTS / THE ADVERTS

PRINCE CHARMING - Adam & The Ants (1983) -  Desde que contratou o Adam & The Ants, ainda em 1976, a gravadora Epic vinha estudando uma maneira adequada de vender o que ela julgava ser um excelente produto: a imagem pública do vocalista Adam Ant . Talvez o fracasso no mercado norte-americano se deva justamente ao fato da Epic ter se esquecido que o principal ingrediente era o que estava gravado na bolacha preta, não importa quão exótico os integrantes do grupo se vestissem ou parecessem. C omo diz na própria capa do disco, Prince Charming ("príncipe encantado" e não "charme de príncipe", como traduziu, à época, uma certa revista de circulação nacional) é o terceiro (e último, pelo menos com o nome de Adam & The Ants) disco da banda. Após um hermético álbum de estreia e um barulhento segundo trabalho, foi pedido (leia-se imposto) ao grupo que "amaciasse" o som, deixando-o mais radiofônico e palatável para as massas. M as ...

O CABO DE GUERRA DO BEATLE PAUL

TUG OF WAR - Paul McCartney (1982) -  Era muito comum nos anos 70 que os fãs idolatrassem merecidamente os Beatles enquanto Paul McCartney - o responsável por pelo menos 50% do sucesso e da qualidade do quarteto inglês - era tratado como uma figura menor, sem tanto talento, em detrimento de Lennon, aquele que seria "a verdadeira alma dos quatro de Liverpool". Nem tanto ao céu nem tanto à terra. E eu nem quero saber quem seria o que. Se os Beatles sem Lennon nunca teriam aquele charme rebelde de canções como Revolution, sem McCartney ficariam sem a beleza de canções como For No One e Here, There And Anywhere, além de desperdiçar experimentações pop como a "negra" Eleagnor Rigby. E isso só para ficar em um único álbum, no caso o Revolver , de 1966, que é considerado um disco mais de Lennon e Harrison do que de McCartney. J ohn Lennon lançou pelo menos um álbum solo "clássico", Imagine , de 1971. Até o simpático e leve Double Fantasy , de 19...

AUTOMAT - AUTOMAT (1978)

Automat - Automat (1978) -  Sabe aquela velha história da música que só fez sucesso no Brasil e é praticamente ignorada no país de origem e no resto do mundo?  Talvez o melhor exemplo seja a canção "Droid" do grupo italiano Automat. Canção é maneira de falar. "Droid" é um tema eletrônico que, por capricho de algum sonoplasta da Globo, conseguiu o feito de ser o tema de abertura de dois jornais da emissora.  O sucesso foi tanto que foi lançado um compacto com a música, algo que não chegou a acontecer sequer na Itália. O mais curioso é que Automat, o álbum, foi planejado apenas como um disco de teste. Músicos de um grupo pop experimentalista chamado Botegga D'el Arte inventaram um sintetizador e o batizaram de MCS70 .   P ara servir como disco de demonstração das possibilidades do equipamento, criaram uma espécie de peça sinfônico-eletrônica em quatro "movimentos". O equipamento não fez o sucesso esperado e o disco muito menos. Até ...

COMO É BOM SERGUEI

O k, façam aquela velha piada com o nome de Serguei . Pronto, fizeram? Agora podem a continuar a ler.  Sérgio Augusto Bustamante é um senhor de mais de 80 anos de idade e uma figura ímpar na história da música brasileira. Não existiu nem existirá ninguém igual a ele no rock brazuca . Aos desavisados que ainda não perceberam, estou falando dele, o homem que copula com árvores, exilado em Saquarema , no litoral norte do estado do Rio, onde recentemente se candidatou a vereador e teve parcos nove votos. Ficou muito feliz porque nove "é um número cabalístico". Mas os fãs do artista são muito mais numerosos e poderiam ser ainda mais, caso a "obra" do ex-ficante de Janis Joplin e Jim Morrison pudesse ser mais conhecida entre aqueles que são seu público-alvo. P ara quem ainda não sacou, estou falando dele mesmo, de  Serguei , a lenda-montada do rock brasilis e eterno maldito da MPB. E para quem nunca ouviu o artista, ou quer ter um resumo muito decente ...

A VIDA É BOA

H oje, quando um grupo atual tem um disco lançado no Brasil, graças às facilidades da Internet, já estamos cansados de conhecê-lo.  Um exemplo é o grupo holandês Travoltas . Tem até clipe rodando na tv, mas disco que é bom, nem sinal. Mas, pensando bem, pra quê? Os discos da banda estão tão ao alcance de nossos dedos... Mas em 1988 não era bem assim. Graças à então recém lançada revista Bizz e à veterana  Roll, ainda podíamos acompanhar a trajetória de algumas bandas em tempo quase real. A internet daquele tempo eram as publicações importadas, mas não havia dinheiro nem fluência em inglês o suficiente para a maioria dos fãs.            . E ntão, muitas vezes,  comprávamos os discos muito mais pela capa, tendo a surpresa absoluta de encontrá-lo na prateleira da loja exposto como a última novidade. Foi assim que eu tomei conhecimento da existência de bandas como Love & Rockets e os Modern Lovers de Jonathan Richman . E f...