N o dia internacional da mulher, elas jamais deveriam ser parabenizadas. A melhor e mais sincera homenagem que se poderia fazer a uma mulher, naquele que dizem ser o seu dia, é tratá-la sem nenhuma distinção especial, como faríamos com qualquer pessoa do sexo masculino. A partir de amanhã, sim, as encheríamos de beijos e lhes daríamos flores e bombons, mas por hoje não. Hoje elas seriam tratadas como o ser humano que efetivamente são. A instituição de dias comemorativos para este ou aquele grupo social foi a melhor forma que o sistema encontrou para anulá-los. Finge-se, ao menos por 24 horas, que os aceitamos como "um de nós", sem preconceitos nem discriminação, para, nos outros 364 dias, obtermos uma espécie de licença para continuarmos com a mesma acepção e indiferença com que os tratamos ao longo da história. C om a mulher não é diferente. A mulher está aí, na vida e no mercado de trabalho, lutando pelos mesmos direitos que os homens, conquistando pequenas bat...
Renato Jorge Araujo