E a TV Subaé descobriu a "cidade de plástico", comunidade de extrema-pobreza ao lado do conjunto Viveiros, um bairro carente, mas que perto da cidade de plástico é um condomínio de luxo. Falta agora só descobrirem os 3 Riachos, a outra comunidade igualmente muito pobre, do outro lado da BR-116.
Vejo uns se dizendo socialistas com o peito cheio de orgulho, enquanto outros se dizem capitalistas igualmente orgulhosos. Socialistas sem interesse social e capitalistas sem capital. Não passam disto.

Vivemos em casa trancados com nossos bens e com medo de tudo e de todos.
Assistimos novelas globais onde brancos ricos e bem sucedidos fazem guerra de comidas sofisticadas enquanto a audiência parda e negra têm pão duro e café puro para comer com farinha. Isto quando têm. E eles riem, como se não conseguissem entender o tamanho do insulto.
Socialismo é utopia, claro. Um ser humano não é igual aos outros sete bilhões, imagina uma sociedade onde todos sejam absolutamente iguais? Então, o único caminho é humanizar o capitalismo.
Com todas as suas desgraças, a pandemia tem mostrado um lado bom. Bom não, positivo.
No mesmo jornal local onde a Globo finalmente descobriu a cidade de plástico, a emissora noticia a iniciativa de uma rede de padarias que deixa sacos de pão em cestas nas ruas para quem sente fome.
É um pequeno passo mas as grandes mudanças começam assim mesmo. O capitalismo está descobrindo que o seu grande capital é mesmo o ser humano e que, no mundo novo pós pandemia terá que se reinventar. Que seja o início de uma revolução, não política mas humanista.
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