
Dia após dia, quando acordo, eu não peço ao Senhor riquezas materiais, conquistas financeiras ou outras coisas do tipo. Aliás, antes mesmo de pedir, eu agradeço. Agradeço, porque um dia estive perdido, cansado e sozinho. Sumido em trevas de abandono, curvei os joelhos em prantos e Lhe pedi direção. Pedi que me tirasse daquela letargia em que estava vivendo e do sofrimento em que havia me afundado. E, sim, Ele me atendeu.
Foi então que o Senhor me amparou, abraçou e secou todas as minhas lágrimas. Me disse que o caminho à frente não seria fácil de ser trilhado e perguntou-me se eu estava realmente preparado para o que viria e viveria. Não lhe perguntei como e porque, apenas o segui.
Todo santo dia eu continuo pedindo ao Senhor as mesmíssimas três coisas: Clareza de pensamento, coração aberto para receber e retribuir o amor dos que me amam, rebater o ódio dos que me odeiam com um pouco de amor e uma fé cada vez mais firme. Ao final, tudo isto é uma coisa só: Me encontrar comigo mesmo afastando o meu ego para bem longe. Que todo santo dia do ano todos possam ter este encontro pessoal com Deus, que nada mais é que um encontro, antes de qualquer outra coisa, com a nossa própria alma. Que todo santo dia seja leve e otimista como o dia do natal. Que todo santo dia seja mesmo dia de natal. E que nunca nos esqueçamos daquele outro dia cada vez mais distante em que dobramos os joelhos em desespero e imploramos pela paz de espírito, afinal alcançada.
(Inspirado em "Day by day", tema da peça teatral e filme "Godspell")
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